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O Último Suspiro

  • 25 de nov. de 2022
  • 1 min de leitura

Sentir sua falta virou rotina


E te amar é apenas um mau hábito do qual não consigo me livrar


Como uma criança que arranha as próprias feridas


E não compreende por que a dor é tão familiar


Quando a dor é tudo o que ela conhece...


Sinto sua falta, especialmente quando chove


E minha mente é inundada com uma torrencial de memórias


Boas e ruins, de sabor agridoce


E aquele peculiar sentimento de apreciar a dor


Toma conta dos meus pensamentos


Sinto sua falta no café da manhã...


Quando ovos mexidos viraram uma refeição proibida?


Sinto sua falta, essencialmente quando respiro


E o fluxo do oxigênio até os meus pulmões nunca pareceu assim tão doloroso


Mas a dor se tornou inerente a sua ausência, inevitável


E prefiro senti-la sempre, do que me esquecer de tudo aquilo que perdi


A dor é tudo o que me resta de você


Além das memórias manchadas pela incoerência das suas ações


Encontro tanto conforto no vazio da sua ausência


Quanto na decepção constante de esperar por alguém inexistente


Você foi o meu maior sonho


O último suspiro de um coração cansado


E sempre será a dor da qual não quero me esquecer

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